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09/03/2004 01:13
True love waits (Radiohead)
Foi entre os dias que teve a festa no clube dos bancários e o evento no centro cultural. Não lembro exatamente o dia que foi, mas aconteceu: a Nanae me ligou do Rio de Janeiro.
Cacete, não acredito! Do Rio!
Ela queria vir de novo pra Avaré, nem que seja pra ficar comigo de novo por algumas horas. Queria vir pra cá 25/2 e já estar em Londrina 26/2 no horário de almoço. Impossível, eu disse. Claro, queria vê-la de novo de qualquer jeito, mas isso não ia dar certo.
Então eu dei um jeito, como todo bom brasileiro (apesar de eu ser descendente de japonês, dã...) de ir pra Londrina 25/2. E ambos, felizes, marcamos de nos encontrar lá, de novo...
E os dias seguintes foram de pura ansiedade. Mal podia esperar pra revê-la.
25/2. A mesma viagem de sempre: ônibus circular de Avaré pra Piraju, espera um século em Piraju, pega ônibus confortável pra Londrina. Dentro do ônibus pra Londrina, quando já tinha entrado no Paraná, a Nanae me ligou, dizendo que ia me esperar na Rodoviária.
E logo nesse momento aconteceu algo muito engraçado dentro do ônibus que eu conto em detalhes em outro post...
Então, cheguei em Londrina um pouco depois das 18, por que a porra do ônibus tinha atrasado em Piraju. E lá estava ela, me esperando. Cara, como era bom estar junto com ela de novo! Bom, resolvemos tomar o famoso suco da rodoviária. E tinha um monte de tipo, e eu deixei a Nanae escolher. E ela escolheu sabor figo. Hã, que é isso? Mas beleza, o suco era bom pra caramba. (se alguém for pra Londrina, não deixe de tomar suco na rodoviária, por que é muito bom mesmo! É um lugar cheio de frutas, e eles fazem o suco na hora.)
Depois de um tempinho juntos na cidade, levei-a pra casa dela e nos despedimos. Ela tinha um jantar com uma amiga e os outros intercambistas, sei lá direito.
Voltei pro meu bom e velho apartamento, e como não tinha nada pra fazer, resolvi ir no cinema do Catuaí, isso lá pelas 21 horas. Dito e feito. Quando eu estava nas Lojas Americanas procurando refri pra comprar, a Nanae me liga. Eu disse que ia no cinema, e faltava 20 minutos pro filme começar (eu ia ver Peixe Grande). Ela disse que também queria ver comigo e pediu pra esperá-la.
30 minutos depois ela aparece. Perdemos o comecinho do filme, que eu nem prestei atenção direito (saudade da namorada, poxa!) e que ela cochilou no meu ombro, por que estava muito cansada. Minha vista também tinha ficado um pouco embaçada, putz quase dormi também. Saímos do cinema depois da meia-noite. Levei-a pra sua casa e depois voltei pra minha lá pela 1:30, por que só tinha ônibus a essas horas no terminal central...
26/2. Almoçamos juntos no Restaurante Universitário (RU) às 13 horas. E adivinha o que era o almoço? BIFE GRELHADO... (quem estuda na UEL sabe por que digo isto assim...)
Às 14 ela e os outros intercambistas tinham entrevista com o Paraná Shinbun (reportagem que vai sair na edição de 6/3, eu acho). Combinamos de nos encontrar à tarde, se ela tivesse tempo, por que às 20 eles teriam janta com a professora deles.
Eu passei a tarde toda andando pela cidade que nem um condenado à procura de algum posto de troca daquela promoção da Coca-Cola. Consegui juntar em Avaré aqueles 10 aneizinhos amarelos sem gastar um centavo, e eu queria dar pra Nanae o CD Pop-Rock (Los Hermanos, Titãs, Capital Inicial, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso). Bom, depois de andar muito, finalmente encontrei uma loja de conveniência de um posto de gasolina que trocasse... a Nanae me ligou e eu a convidei pra tomar sorvete.
Nos encontramos na sorveteria Sávio (cujos sorvetes são iguaizinhos ao da DNapolli de Avaré, a diferença é que o Sávio é 3 vezes mais caro... eu pago 1 real por um copinho com dois sabores diferentes em Avaré e 3 reais pelo mesmo em Londrina...) lá depois das 18. Então depois disso mais uma vez levei-a pra sua casa e fui embora pra minha. Ah, eu não dei o CD da Coca-Cola pra ela. Levei pra casa e gravei pra mim, hehe. Depois das 23 ela me ligou pra conversar um pouquinho. e combinamos de nos encontrar no dia seguinte de manhã.
27/2, às 10:30, na frente das Lojas Americanas do Calçadão. Dei o CD, uns cartões telefônicos que acabaram e uns adesivinhos de presente... Parece que ela tinha um monte de coisa pra fazer, e eu disse que ia ficar com ela o dia inteiro.
Pra começar, ela foi mandar revelar umas fotos, acho que uns 6 filmes. Teria que buscar umas 2 horas depois. Fomos num Cyber-café por que ela precisava mandar 3 e-mails (gastou 2 reais nisso...). Depois fomos até a UEL almoçar no RU. Desta vez o almoço foi melhor, carne moída com rizzoto (é assim que se fala daquele arroz com um monte de legume?). Voltamos pro centro e fomos num mercado. Ela comprou um monte de coisa (desde chocolate até latas de feijoada...) e depois fomos pro apê dela arrumar umas caixas pra mandar pro Japão. Começou a chover um pouco e fomos pro correio correndo. Ela mandou 3 caixas... Depois fomos buscar as fotos.
A essa altura já tinha passado das 18, e resolvemos ir pra Confeitaria Casa Holandesa (putz eu sempre quis ir lá).Comemos uns doces lá vendo as fotos, e pensamos em jantar, mas ainda era muito cedo pra isso. Eu queria ir pra casa trocar de camiseta e vestir uma blusa (tomei chuva e já estava esfriando...). Voltamos pra UEL, demos um tempo por lá e ela disse que me pagaria o jantar. E ela me convidou pra comer na Churrascaria Galpão Nelore! Vixe, nunca pensei que ia colocar os pés naquele recinto burguês nesta vida! Mas fomos, lá depois das 22. Comemos bastante e fomos embora um pouco depois das 23. Como foi jantar lá? Em outro post eu conto, junto com o que aconteceu no ônibus pra Londrina... são fatos bizarros...
Levei-a pra casa de novo e peguei o ônibus da meia-noite pra casa...
Lá pela 1 da madrugada, quando eu tomava banho, ela me ligou.
28/2, 9:30 da manhã, cheguei no aeroporto. Logo depois os intercambistas e umas pessoas que eu conhecia e outras que eu não conhecia apareceram. 10:30 foi a hora da despedida.
Pra variar eu chorei, e ela não. E ficou a promessa de que o namoro continuaria, se ambos quisessem assim. E assim foi. E de longe, de uma janela, eu vi ela entrando no avião.
E o resto do dia foi uma puta tortura, pior que da vez que eu me despedi dela lá em Piraju, quando ela veio pra Avaré. Dormi a tarde inteira pra não ficar me lamentando e depois das 16:30 ela me ligou de São Paulo. E disse que ligaria do Japão também, quando chegasse. Já fiquei com saudade.
29/2 voltei pra Avaré, ainda na fossa.
1/3, às 13, ela me ligou de Tokyo.
2/3, às 20:30, ela me ligou de Nagoya.
3/3, às 12:30, ela me ligou, finalmente, de Okinawa, da casa dela.
E já estou morrendo de vontade de vê-la de novo. Namoro à distância é horrível!
E eu vi o texto Sobre a Nanae, que eu postei aqui há um tempo (mas que já deletei) e vi este trecho:
A verdade é q eu toh gostando muito dela. E pensar q ainda tenho a oportunidade de vê-la de novo, então a coisa complica mais ainda. Quero ficar junto com ela de novo, conversar mais, olhar pra ela, sei lá. Num precisa rolar nada, q nem aconteceu no campus. Mas eu queria tah perto dela de novo. Putz, num consigo parar de pensar nessa menina! Tah, pode ser só mais uma apaixonite.... mas, pq não se arriscar? Pode acabar sendo só mais um caso, mas eu prefiro ver no q dá indo mais adiante. Nunca fiz isso, pq nunca pensei q poderia valer a pena, mas desta vez, aliás, é a 1ª. vez q eu penso diferente.
No q será q vai dar? Apenas os dias seguintes dirão...
Os dias seguintes se estenderam até hoje (escrevo este texto no dia 3/3, às 21:20) e ainda não tenho certeza da resposta. A dúvida maior agora é: até quando esse namoro à distância vai durar?
O fato de ela estar sempre entrando em contato comigo ainda me dá esperança de que eu ainda agüento estar distante dela, mas a cada dia me sinto mais fraco pra seguir adiante com isso, e meu maior medo é um dia chegar e falar:
Vamos terminar o namoro por que não agüento mais. Mas a gente pode continuar sendo amigo, claro! Você é muito importante pra mim, e eu ainda quero te ajudar com o trabalho de conclusão de curso! Não é por que a gente vai terminar que vamos deixar de conversar, não é mesmo? Tudo bem, né?
Seria muita cara-de-pau da minha parte, depois de tanta promessa. Seria uma das piores atitudes da minha vida.
E tomei uma decisão, ainda que pessimista, mas no momento não consigo ser otimista: esperar até o dia em que ela falar que quer terminar! Pronto, me safei de ser um puta idiota! Mas será que ela pensa o mesmo que eu, tipo, vai se achar muita cara-de-pau? O problema dos japoneses (e alguns descendentes) é que não sabem se expressar de forma direta, ou seja, são receosos. Sabem que tem que falar algo, mas não o fazem. E talvez esse seja o nosso problema. Talvez a Nanae, nesse momento, queira falar que acabou, mas não tem coragem, assim com eu.
Mas ainda há uma ponta de esperança. Ela disse que taaaaaaaalvez volte pra cá em Julho deste ano. Seria muito bom se isso acontecesse. Aí tudo ficaria mais claro. Não precisa ser em julho, mas, encontrá-la de novo com certeza esclareceria de vez o que eu sinto por ela. Talvez os dias seguintes se estendam até esse dia. Por enquanto, que fiquem os receios, que fiquem as dúvidas. A certeza, no momento, é que eu sei que ainda vou vê-la de novo logo. Desta vez não acho mais que nunca mais vou encontrá-la de novo, como antes.
E que assim seja, então.
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer.
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.
(Trecho de Metal contra as nuvens, Legião Urbana)
O título deste post diz tudo. Viva o Radiohead!

Foto tirada aqui em casa, quando a Nanae veio pra Avaré... putz, o Pedro tirou uma foto muito boa... curti muito essa foto. O foda é que meu scanner está uma bosta e a resolução ficou terrvelmente podre...
enviada por Massayuki
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